Rogério Faria cresceu em Paraibuna, uma pequena cidade com cerca de 17 mil habitantes na região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo. A cultura caipira, o modo de vida interiorano, o rio Paraíba do Sul, a Mata Atlântica, o meio ambiente e a rica história local influenciaram profundamente sua formação e sua arte.
Hoje, Rogério é roteirista de HQs e editor-assistente da Editora Draco. Suas obras nessa mídia destacam-se por biografias históricas como Marighella #LIVRE (2020) e Paulo Freire #PRESENTE (2022), contemplado pelo edital ProAC de quadrinhos de 2021, que lhe rendeu indicações ao 35º Troféu HQMix como Novo Talento Roteirista e ao 39º Troféu Angelo Agostini como Melhor Lançamento de 2022.
No ano passado, Rogério foi agraciado com o 36º Troféu HQMix por Pobrefobia – Vivências das ruas com padre Júlio Lancellotti, uma obra que teve 500 exemplares destinados à população em situação de rua. No final de 2024, lançou Corpos-Secos Tempestade e a biografia Júlio Lancellotti #ACOLHE, ampliando ainda mais seu diversificado portfólio. Outra de suas criações, Corpos-Secos: Mãe, uma ficção científica com terror que se passa na roça, foi semifinalista do VII Prêmio Arbest de Literatura – da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror. Rogério está sempre acompanhado de talentosos desenhistas e artistas em seus projetos.
Além de seu trabalho com quadrinhos, Rogério também roteirizou e coordenou equipes de roteiros em documentários sobre Paraibuna-SP, a região, seus personagens, sua história e cultura. Entre os temas abordados estão as famílias desalojadas pela construção da represa de Paraibuna na década de 1970, o turismo, o rio Paraíba do Sul, a Mata Atlântica e o pesquisador da cultura caipira da região do Vale do Paraíba, João Rural.
Desde os 10 anos, Rogério revisou e editou obras focadas na cultura da região, sob a tutela do pesquisador João Rural, seu tio, consolidando desde cedo sua ligação com as raízes de sua terra natal.